20/04/2013
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A invenção dos irmãos Lumière encanta e leva brilho aos olhos dos espectadores; leva sonho, comoção, envolvimento e algumas vezes até a esperança de uma vida como aquela... Tudo isso vindo do brilho de uma tela em uma sala escura. Sim, o cinema. A sétima arte! Aquela que fascina dos menores pimpolhos aos mais sábios e experientes.
Nada melhor que “Cinema Paradiso” para ratificar todo esse sentimento pelas películas de 35 ou 16 mm. O filme em questão é uma verdadeira declaração de amor à sétima arte. Produzido na Itália em 1988, dirigido por Giuseppe Tornatore e com uma trilha sonora assinada pelo célebre Ennio Morricone, Nuovo Cinema Paradiso (título original) foi o ganhador do Oscar e do Globo de Ouro de 1990 na categoria “melhor filme estrangeiro”.
O filme tem um enredo simples: após 30 anos sem retornar a sua cidade natal, Salvatore recebe a notícia que o seu melhor amigo Alfredo (Philippe Noiret) falecera. A expressão que toma conta do rosto de Salvatore é um reflexo muito claro da tristeza que se abate sobre ele. As lembranças passam a contar a história do longa.
Totó (como era conhecido Salvatore quando pequeno) vivia com sua mãe e sua irmã na pacata cidade de Giancaldo, na Itália, no período pós-segunda Guerra Mundial, a espera do seu pai (combatente na Rússia). Totó era coroinha da Paróquia do Padre Adelfio, que além das atividades clericais também respondia como o “censurador” das cenas que julgava impróprias para a exibição no único cinema da cidade – o Cinema Paradiso -, ponto de encontro de todas as pessoas que buscavam o lazer. O papel social do cinema é bastante abordado pelo filme que faz questão de mostrar a não distinção do seu público (acessível a crianças ou adultos, analfabetos ou não) e também mostra com maestria a reação e envolvimento da plateia que assiste ao filme.
Alfredo, o projecionista, leva uma vida solitária dentro da sala de projeção do cinema em uma época em que os filmes eram reproduzidos ainda por força da manivela, Totó, um garoto esperto, aproveitava o tempo livre para viajar no mundo do cinema e também criar o seu mundo a partir dos recortes das películas que eram descartados. A paixão do garoto pelo cinema motiva a amizade entre ele e Alfredo, que se firma de tal forma que um influencia o outro nos seus desejos: Totó ajuda Alfredo a entrar na escola em troca dos ensinamentos do velho amigo sobre como rodar um filme.
Após uma tragédia no Cinema Paradiso, Alfredo perde a visão e Totó assume a sua função após a inauguração do agora “Nuovo Cinema Paradiso” (reconstruído por um morador que ganha na loteria). Já adolescente, Salvatore se apaixona por Elena, uma estudante recém-chegada na cidade, a quem promete esperar o tempo que for necessário; desapontado, o jovem Totó, ouvindo os conselhos de Alfredo, abandona a cidade e vira diretor de cinema em Roma. Salvatore, após longo período distante de Giancaldo, retorna para o funeral daquele que nunca deixou de ser o seu melhor amigo, mesmo distante e sem notícias.
O final do filme é bastante comovente... Um típico drama italiano baseado no movimento neo-realista pós-segunda Guerra Mundial. Recentemente o filme “A Invenção de Hugo Cabret” também trabalhou o conteúdo do cinema de forma esplêndida, porém mesmo com um orçamento muito maior, este, em minha opinião, ainda não chega à altura do belíssimo clássico do cinema italiano “Cinema Paradiso”.

18/04/2013
Essa coluna é pra eu escrever o que der na telha... o nome "Black Holes and Revelations" vem de um álbum do MUSE (amo) e é basicamente o que vou falar aqui. Buracos negros e revelações. Enjoy. Or not.

Gosto de música. De dançar. Não gosto do lado esquerdo. Gosto de frio, só pra dormir; do calor, pra sair; de praia, pra admirar; de chuva pra estar nela; de escrever besteira, de dar uma de pseudo intelectual de pouca idade; de dançar. Gosto de chocolate. E principalmente de degustá-lo como que meditando, de olhos fechados e desligada do resto do mundo.  E gosto de dançar.  Gosto de all star, de uma banda chamada Muse, de ler, de filmes, de computador, de comer, sou bem desligada quanto à aparência e peso. Gosto do simples. Acredito que você tem que ter qualquer coisa por merecimento.
Acho que sou espontânea, tento não misturar minha sinceridade com grosseria. Apesar de eu conseguir ser bem grossa às vezes.
Queria falar/entender inglês e mais umas duas línguas. Francês e sei lá... Ironia e sarcasmo são coisas diferentes, mas eu curto as duas assim mesmo.
Já disse que gosto de dançar? Pois é, se possível um xote, daqueles bons de fazer leques e 'vai e véns'. Gosto de dizer o que sinto àqueles que amo, mas as palavras insistem em não querer sair da minha boca.

Não consigo definir se sou paciente. A vida não para e as oportunidades vivem passando na tua frente. Querer aproveitá-las é impaciência demais? "Será que é tempo que lhe falta pra perceber, será que temos esse tempo a perder? E quem quer saber, a vida é tão rara..."
Gosto de deixar as coisas passarem soltas pela minha mente à noite, antes de dormir. Experimenta. Sossega, relaxa... dá a sensação de que você se livrou de pensar besteiras quando estiver fazendo algo que realmente importe.
Quando eu tinha besteira em que pensar, era até bom. Mas hoje, até as coisas sem importância me abandonaram como uma coisa sem importância.
Deve ter sido por isso que eu esqueci o que eu tinha que esquecer e parar de pensar à noite. O que o tempo não dilui? Às vezes os sentimentos que você julga os mais fortes e arrebatadores que já sentiu, são apenas frutos da pressão, algo instantâneo (ou quase isso).
Até isso que estou escrevendo agora pode ser efêmero, daqui a alguns minutos posso estar pensando diferente. A parte do meu cérebro que é responsável pelo amor (porque, definitivamente, não é o coração que cuida disso) é circunstancial. Muito relativo. Os parâmetros mais comuns são: de quem eu estou falando; para quem estou falando; quando estou falando e como estou falando.
E é isso aí.
Samuely Laurentino, agosto de 2011.

05/04/2013

Gente, to de volta rapidinho trazendo um super sorteio pra vocês. São kits dos três livros que compõem a Trilogia do Mago Negro de Trudi Canavan: O clã dos magos, A aprendiz e O lorde supremo. Todos os kits para uma pessoa só!
Até dia 17 de maio, participem!
a Rafflecopter giveaway

31/03/2013

É engraçado, parece que eu e Katis combinamos na quantidade de livros lidos por mês hahaha
Eu tô bastante atarefada com o TCC e ela com a última disciplina de Prática (Katis tá terminando Letras-Inglês e eu Administração).
Então nos perdoem o sumiço, voltaremos com tudo em breve!

Eu li o 4º  livro da série Vampire Academy (muito amor, leiam todos <3) e o também 4º livro da série Os instrumentos mortais. Já na expectativa pelo 2º de As peças infernais da mesma autora, quem mais tá surtando aí?!

xx

21/03/2013
Essa é uma daquelas coisas antigas que de vez em quando você tem vergonha de ler. E de vez em quando não. Bom, vamos dizer que agora eu não to com vergonha, então eu posto... =P
Essa coluna é pra eu escrever o que der na telha... o nome "Black Holes and Revelations" vem de um álbum do MUSE (amo) e é basicamente o que vou falar aqui. Buracos negros e revelações. Enjoy. Or not.
“Outras vezes eu me assustava com a ideia de estar ocultando no cérebro alguma instituição maléfica. Como se sabe, o pensamento dá mil voltas e se perde em labirintos recheados de enzimas. O tempo em que isso ocorre não tem significação. Aliás, o tempo só existia nos amores clandestinos das duas da tarde, ou não era?” Victor Giudice em Bolero.
A cada segundo que passa a gente morre um pouquinho.
Né?
Tenho uma amiga que costuma me lembrar: tente ver o lado bom das coisas!
Realmente, se eu for pensar em cada segundo passado como uma pequena morte, fica difícil gostar do tal Tempo. E ele passa rápido, rapaz! A ânsia de aproveitar a vida se manifesta de maneiras diferentes em cada pessoa. Alguns veem seu tempo mais bem aproveitado quando dormindo...
Outros, quando comendo...
Quando dançando...
Já há aqueles que pensam que o melhor que podem fazer do seu tempo é beber...
Rezar,
Ouvir música,
Escrever,
Rir,
Ou ainda, amar.
Ah, amar.
Amar requer um pouco mais de imprecisão e cuidado (paradoxal, concordo). Ô assuntozinho complicado...

Se houvesse uma nota pra cada maneira de empregar meu tempo, certamente amar seria uma das notas máximas (comer, dormir e dançar disputariam o primeiro lugar, também).
Amar é tão louco, né. Vou considerar um caso de amor. Não esses de: “eu te amo”, mas só até depois de amanhã. Desses que crescem não se sabe de onde, não se sabe porquê, que não são falsos em si mesmos e toda aquela baboseira de 1 Coríntios 13, que despertam o melhor que a outra pessoa tem dentro dela; um amor desses em que o outro fique lindo sendo sincero, que quando os dois se olham dá vontade de contar os risquinhos ao redor da íris e perceber quando a pupila vai mudando de tamanho...
Mantendo meu distanciamento objetivo do assunto (OU NÃO), por que de vez em quando eu surto e acho que isso é tudo mentira, ou, no máximo, uma construção cultural muito difundida ao longo do tempo, querer bem a alguém por si só é amor. Pera.
Se você acha lindo o jeito dela passar a mão no cabelo, de andar, de sorrir e de falar... Se você adora o jeito que ela fica brava ao telefone... Se quando ela chega, vira o Sol, mesmo na escuridão... (muito Twilight isso né? sei que exagerei =x). Se os olhos dela ficam lindos quando a luz incide... Se quando está prestando atenção nela, você deseja sentir a textura daquela boca... Se você é minimalista o suficiente para notar a roupa que ela está usando hoje... Se de vez em quando você se flagra pensando nela... Enfim. Se 2/3 dessas coisas estão acontecendo com você e você NÃO ESTÁ com esta pessoa, sinto informar que seu tempo para ‘amar’ está sendo muito mal administrado.
E se tiver algo que você possa fazer a respeito, faça.
“É melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrotas, do que entrar na fila dos pobres de espírito, que nem gozam muito e nem sofrem muito, por que vivem nesta penumbra cinza que não conhece vitórias, nem derrotas” Theodore Roosevelt.
“Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.”
Não se deixe estar nesse estado morno que é o quase. Não empregar bem meu tempo é morno me dá náuseas... Por isso eu quero “mais amor, por favor.”
Mais suspiros,
Mais despir com um olhar,
Mais mensagens e whatsapp pela madrugada,
Mais brilho nos olhos,
Mais beijos indecentes no cinema,
Mais arrepios,
Mais abraços no frio de junho,
Mais perfume impregnado na roupa,
Mais “me perdoa” que “eu te avisei”,
Mais saudade pra se matar,
Mais amor pra dar.
Mesmo que se sofra. Ainda que se possa sofrer-amando-amar-sofrendo, é como se uma coisa não pudesse se separar da outra.
E o que fazer se isso acontecer? Paciência. Aí é conversa pra outros Tempos.

Samuely BBL em abril de 2011 e sempre mudando :)

05/03/2013


Em seu novo romance, Jessica nos traz uma historia sobre dois mundos que em meio a uma bagunça acabam se encontrando. Primeiro temos Callie, uma garota de 18 anos, que após um incidente em seu aniversário de 12 anos passou o resto de sua vida escondida por trás de roupas extra largas, cabelo super curto e maquiagem exagerada. No outro lado, temos Kayden que desde dos dois anos sofre violência doméstica por parte de seu pai e sua mãe, para não ver, prefere ficar apagada pela bebida do que ajudar o filho. Agora que esses dois estão se preparando para uma vida nova na universidade um acontecimento muda toda essa meta.
Um dia ao ir buscar o irmão numa festa na casa de Kayden, Callie presencia mais uma das agressões do pai de Kayden a, ele mas dessa vez Callie acaba impedindo que a situação piore e o salva. Após esse incidente ela vai passar o resto das férias na universidade onde conhece seu primeiro amigo de verdade, Seth e os dois acabam confidenciando coisas que ela nunca tinha falado a sua família incluindo o que realmente aconteceu seis anos atrás. Ao começar o novo semestre, por acidente Callie vê Kayden, mas ele não a reconhece; seu melhor amigo, Luke confirma quem é essa menina que ele conhecia mas agora está totalmente diferente, ele não mede esforços para agradecê-la por salvá-lo naquele dia  e assim começa uma historia de revelações, sofrimento e o reencontro de si mesmos.
Callie é uma menina que por muitos anos sofreu por um trauma que nunca conseguiu superar e por causa disso ela nunca teve amigos, após entrar na faculdade ela sentiu que poderia mudar e deixar toda a dor para trás e passa a ser uma menina quase normal, pois mesmo mudando por fora ela sabia que por dentro nunca conseguiria ser a mesma. Após conhecer Seth, seu primeiro e único amigo, eles criam uma ligação em que um ajuda o outro a continuar com suas vidas, e para isso eles decidem fazer um lista de coisas que devem fazer.
Kayden, por toda sua vida apanhou de seu pai e por essas e outras razões ele tem cicatrizes em boa parte de seu corpo. Após sair de casa para estudar na universidade de Wyoming, ele vê uma oportunidade de mudar de vida sem seu pai perto para fazer tantas cobranças, mas ele não esperava que nessa mudança ele teria finalmente a oportunidade de agradecer a filha do Coach Lawrence por ter salvado sua vida no dia em que ele tinha certeza que iria morrer.
O livro é uma forma de nos mostrar como duas vidas podem ter tantas coincidências, a forma como os personagens se desenvolvem durante a historia e como isso faz com que eles comecem a confiar uns nos outros, principalmente Callie. A narrativa é dividida entre o pensamento de Callie e Kayden e cada capitulo é dividido com um item da lista que Callie e Seth fizeram. Um dos poucos pontos negativos na historia é que não vemos muito desenvolvimento dos personagens Seth e Luke. Além do que, logo no começo, já sabemos o que realmente aconteceu com Callie mesmo sem ela dizer o que houve.
O nível de inglês desde livro é fácil e a leitura flui fácil, apesar de a história ser pesada por ter um carga emocional forte. Super recomendo se você gosta de um bom drama cheio de tensão e com um dos cliffhangers mais surpreendentes que já li. E o pior que o segundo livro ainda nem foi escrito, então deixa a tensão mais forte. 
Nota: 4,0/5,0

03/03/2013
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Vá até a adega mais próxima, compre um bom vinho, separe uma taça cujo corpo seja separado da base por uma haste fina e aperte o play. O longa-metragem Sideways – Entre umas e outras (2004), dirigido por Alexander Payne, é uma comédia estadunidense cujo roteiro fora adaptado do livro Sideways e é também, indiscutivelmente uma aula sobre vinhos.

Miles (Paul Giamatti) e Jack (Thomas Haden Church) são dois amigos totalmente diferentes. Miles é um professor da escola primária, metódico, pessimista, deprimido e, pra completar, escritor frustrado que nunca teve um livro publicado. Jack é um ator de comerciais e seriados (achei a escolha do ator adequada para o estereótipo) descontraído, ordinário e fanfarrão. Os dois decidem viajar juntos pela costa central da Califórnia para celebrar a despedida de solteiro de Jack e a partir daí o riso é certo, as trapalhadas dos dois nos remetem àquele conhecido jargão: seria trágico se não fosse cômico.

A viagem passa por várias vinícolas e o sommelier Miles nos ensina alguns detalhes sobre vinhos, como fazer uma análise minuciosa antes de consumi-lo, tipos de uvas e por ai vai... Jack não está nem ai para toda esta cerimônia, ele só quer beber e achar umas mulheres para se divertir na sua última semana antes do casamento. E quem procura? Acha!

Os dois amigos conhecem duas garçonetes, Maya (Virginia Madsen) e Stephanie (Sandra Oh) e Jack logo trata de marcar um jantar 2x2. O jantar é regado a vinho e boas risadas, mas Miles não consegue parar de pensar na sua ex-esposa até que, após várias taças de vinho, telefona para ela pensando ter ainda alguma nova chance... Victoria, já casada com outro homem, apenas o trata com frieza. Ele retorna a mesa nitidamente abalado e os dois casais decidem ir à casa de Stephanie para “encerrar” a noite.

Para mim, o ápice do enredo é o diálogo entre Miles e Maya aos 56 min de filme. Eles discutem sobre vinho, mas conotativamente as adjetivações remontam, muito sutilmente, à diferença entre a paixão e o amor e mais especificamente sobre a concepção do amor que cada um deles viveu nos seus casamentos que não deram certo – a evolução, o auge e o declínio.

Depois dessa noite, Jack se envolve mais com Stephanie e Miles até avança com Maya, mas o filme dá uma esfriada até que no último dia da viagem Jack se envolve em duas trapalhadas que quase lhe custaram o seu casamento. Por fim, eles voltam para o casamento de Jack que acontece no Sábado, na ocasião Miles acaba encontrando com Victoria (sua ex-esposa) o que o deixa deprimido sobremaneira. O píncaro da depressão de Miles é mostrado de maneira genial: ele acaba por abrir a garrafa do seu melhor vinho e apreciá-lo em um copo de plástico acompanhado de fast food em uma lanchonete.

Sideways é um filme divertido, uma boa opção de comédia e, além disso, é uma boa pedida para os amantes do vinho e também para aqueles que querem saber mais um pouco sobre. O filme levou uma estatueta do Oscar na categoria melhor roteiro adaptado e dois prêmios no Globo de Ouro – melhor filme musical ou comédia e melhor roteiro. Para mim um filme nota 7 – aprovado sem grandes destaques.

Ivã Barbosa Luciano

13/02/2013
Passei vários minutos pensando em como começar essa resenha.
Conheci Pat Peoples ontem à noite e não consegui largá-lo até ele me contar metade da sua história (OK, mentira. Eu já vi o filme O lado bom da vida e sabia praticamente tudo que ia acontecer, só que livros – como infinitamente melhores que os seus respectivos filmes, quase sempre – contam a história melhor e mais completa). Daí que eu acordo às 7h de la mañana da quarta-feira de cinzas e vou logo chamando Pat pra continuar a história.

Pat é um cara na casa dos 30 (ele não consegue decidir se tem 30 ou 35 mesmo, e logo você vai saber o porquê) que se declara “mentalmente perturbado”.  Sua mãe acabou de lhe tirar do “lugar ruim”, mais conhecido por clínica psiquiátrica, e ele está disposto a ser mais gentil do que ter razão para reconquistar sua ex-mulher Nikki e acabar seu tempo separados.
A nova vida de Pat se resume a muitos, mas muitos exercícios físicos mesmo, todos os dias. Ler clássicos da literatura americana (Nikki é professora de inglês e sugeria essas leituras aos alunos) e perseguir o lado bom da vida. Pat é um cara otimista, tenho que dizer. Com certeza essa NÃO foi a característica que me fez gostar tanto dele. Ele está vivendo uma fase de negação e sendo superprotegido por todos para que algumas verdades não o façam piorar novamente; o que o faz parecer muito ingênuo e isso é totalmente explícito pelo modo que ele narra a história, e sinceramente, a deixa mais engraçada, leve e rápida de ler.
Num jantar formal (ao qual ele comparece com sua camisa do time que a família e amigos são fanáticos, o Eagles) na casa de Ronnie, seu melhor amigo, ele é apresentado a Tiffany, uma viúva tão perturbada quanto Pat que vai ajudá-lo muito já que entende tudo sobre perda e culpa como Pat também entende.

O autor foi genial ao escrever esse enredo despretensioso e ‘ingênuo’ do POV de Pat, como já mencionei. Você se sente cego às situações como se fosse o próprio Pat, e as descobertas atacam você sem dar tempo pra seguir em frente com as coisas fazendo sentido. E acho que deve ser assim mesmo para pessoas com dificuldades psiquiátricas. As coisas não fazem sentido, ou até mesmo sentido DEMAIS, como a música do Kenny G (Huuuuummmmmm, 1, 2, 3... 9, 10).
Não vou me demorar mais dizendo o quanto cada personagem foi essencial pra história: o terapeuta Cliff, o irmão Jake, a mãe de Pat, o pai estranho de Pat, Tiffany e a própria Nikki. Todos os cenários pelos quais Pat passa demonstram o Pat-sozinho, o Pat-parte-de-algo (torcedor de time) e o Pat-com-Tiffany, que acaba sendo uma parte muito importante do filme que é a vida de Pat, um filme que ele quer muito um final feliz. Mas não sabe qual vai ser ainda.

Eu tô me segurando TANTO pra falar mais de cada parte dessas poucas 256 páginas que tinham tanto sentimento junto. É incrível como a gente percebe essas coisas depois que acaba de ler e quer contar a história pra outros... E olha que não estou falando de contar spoiler, é de falar sobre o livro mesmo.
Só espero que vocês tenham a oportunidade de conhecer Pat também, achar o mentalmente perturbado que há dentro de você e deixar-se ser um Holden Caulfied moderno como Pat, com uma parte que não quer crescer nunca.
Boa leitura. E vejam o filme também, por que não? Mas só depois do livro, pleeease, não façam como eu. Algumas coisas foram mudadas e apesar da Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes) ser uma ótima atriz, não sei se ela deveria ter sido Tiffany, não era pra ser mais velha?

12/02/2013

A primeira foto é meu pingente da casa Targaryen divo <3 que comprei nesse site AQUI, que vende "joias" super legais de várias séries e filmes, vale a pena conferir. Certeza que vou comprar outro, primeiro porque achei o meu muito pequeno, depois porque ainda não tenho o lobo dos Stark =B

A segunda é da @jeh_asato, do Meine Liege, uma foto LINDA de um bottom de Friends.
A do print da soundtrack de Les Misérables foi da @thaysfructuoso do Bookaholic Girls .
Embaixo da foto da Jeh tem esse montão lindo de livros da @mimicheline
A linda da @alinewelinsky tem um instagram inspirador e uma das fotos que curti essa semana foi essa com um livro da série a A Torre Negra do Stephen King (ah tá, e ela é dona do Caindo de Boca).
A Tábata (@happybatatinha) do Happy Batatinha é uma artista, gente! Sério! Essa foto é da primeira experiência dela com spray pra decoração da cozinha *-*
A @natalialeal0 do Páginas Encantadas está lendo "Quem está aí" e comendo barrinhas de cereal, coisa que sou completamente viciada em.
Os DVDs de Harry Potter são do @felipethg, fiquei tentada a colocar os cadernos do Homer e dos Beatles aí também, mas... auheuahe Felipe é do Enquanto isso, na estante...

Pessoal que apareceu aqui (supondo que vocês já viram meu aviso e/ou estão vendo esse post) se sentiram sua privacidade invadida ou algo assim, please me avisem que eu retiro tudinho, tá?

Você tem Instagram e eu ainda não te sigo? Comenta aí pra eu dar uma olhada ;)

2sleep